quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Abstrato

Voa em mim a madrugada
O sono se esvai junto com as brisas
que quase me tocam
O mesmo som, o mesmo canto, a mesma cor
Outras vozes, outros cantos, um pouco mais de cor
Havia uma luz que tendia a crescer
Há agora uma luminosidade cintilante
Os respingos de chuva tão harmoniosamente se abraçam
Algo singelo repousa sob meu corpo
A inconsciência se retoma
Eu me salvei de mim

Coração

A vida é muito mais coração do que se possa imaginar

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Tristeza insólita

E eu, que nem me dou ao luxo desse tipo de tristeza,
que enxergo tão bem a narutarildade da solidão,
que me sinto tão livre sabendo que só tenho a mim...
Hoje entristeci por estar só.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Estranheza particular

Tenho um ritmo descompassado
Difícil de se acompanhar
Ando rápido demais
E o meu pensamento nunca pára
Caminho passos muito largos
E por vezes quero todas as trilhas de vez
Tenho um desejo que nunca sacia
Uma carne quente e inquieta
E duas mãos suavemente frígidas
Pensamentos que se esvaem mesmo que não sejam ditos
Palavras que não alcançam a velocidade do coração
Tenho um corpo que quer mais do que o pouco
Quer demais
Eu vivo num mundo que é quase estranho
Acredito no bom senso, não me admiro com a insensatez
E mesmo assim consigo me surpreender
Dou minha cara a tapa, me redimo, regenero
Volto atrás e vou adiante, paro, mudo de lado
Não falo tudo que sinto
Sinto tudo que vejo
Espero uma recíproca difícil de ser entendida
Porque nem todos podem compreender os meus símbolos
Eu não preciso falar pra conseguir gritar
Nem preciso me desprender pra ser desapego
E sou puro sentimento

Às vezes não

Às vezes eu acho que você é a minha versão melhorada, intensificada.
Que eu sou só o anteprojeto, você é o projeto final.
Às vezes não.

Descoberta

Descobri que tenho sentimentos primitivos.
Preservo-os, ou os mantenho em silêncio?

. . .

Pensamento acelerado
Ritmo desgovernado